Um é tudo, tudo é um.

Janeiro 27, 2008

No More Heroes – Primeiro Review Brasileiro

Arquivado em: Game Review — anjodark @ 1:31 am

Os punks ainda vivem!

No More Heroes, o jogo criado e dirigido pelo game designer Suda 51, foi lançado nas Américas no dia 22 de janeiro de 2008 e faltaram cópias no dia do lançamento e semanas posteriores. Ao contrário do Japão, já que no lançamento do game, o também criador de Killer 7, Suda 51, acompanhado do produtor Yasuhiro Wada (criador de Haverst Moon), ficaram prostrados em uma loja no Akihabara (centro otaku e nerd de compras no Japão) sem vender uma cópia durante mais de 20 minutos. Olha que nossos amigos japoneses ainda tinham direito a um autógrafo dos dois grandes criadores de games, e mais um brinde um tanto que cômico. Papel higiênico com imagens relativas ao game impressas.

 

O citado anteriormente serve para justificar uma coisa: No More Heroes não é um jogo para todos. Mas, isso não o faz um game ruim, pelo contrário… No More Heroes é uma experiência estilosa, hardcore, alucinante, bizarra, engraçada, sangrenta e hipnotizante no seu Wii. Como nem todos curtem este estilo de experiência nova, ou mesmo antiga e revivida, o game pode desagradar muito mesmo quem não o entenda de inicio. Por outro lado, pode se tornar um dos jogos favoritos da sua coleção de Wii. Nesta análise, você vai saber se NMH (permitam a abreviação) se encaixa nos seus jogos dos sonhos ou pesadelos digitais.

 

 

Bem Vindo a Santa Destroy!

Travis Touchdown, protagonista de NMH é um morador da cidade Santa Destroy. Uma cidadezinha localizada na costa oeste dos Estados Unidos. Travis é um cara que curte desenhos animados japoneses, vídeo games, filmes de ficção científica e outras coisas cult. Sem grana e entediado da vidinha na pacata cidade, Travis resolve comprar uma Beam Katana num leilão da internet e ser reconhecido como assassino Nº 1 da UAA – uma associação que dá ranking a assassinos e os cadastra – descolando então uma grana e vida boa. A Beam Katana, além de ser sua arma principal, ela lembra um Sabre de Luz da série Star Wars.

Ter uma arma como de um Jedi não é a única coisa para ser o Nº 1, entre outras coisas, estão o treino físico, contato com lojistas e disciplina de conduta de um assassino. Bandidos também tem regras e costumes não é, pois bem, Travis começa na posição Nº 11 e tem de amadurecer, se fortalecer e derrotar inimigos para chegar ao topo!

Tudo começou quando Travis matou Helter Skelter, um assassino de ranking 11th. Sylvia, uma agente da UAA aparece e diz que ele é o número 11 agora, mas pode chegar ao topo se matar os outros assassinos que ocupam as demais posições. A cena da luta de Travis contra Skelter pode ser conferida aqui:

http://br.youtube.com/watch?v=Aagkw88abhU

Esta cena do vídeo não é obviamente in-game e muitas das coisas legais que você vai morrer de rir, acontecem assim, em cutscenes. Algumas delas interativas, como ocorreu em Resident Evil 4 e Resident Evil: Umbrella Chronicles

O Jogo começa com Travis indo em busca do 10th no ranking, daí você pode aprender a respeito dos golpes e ir se acostumando com os controles, que apesar de serem mais abertos do que de Killer 7, possui suas particularidades. Você não controla a beam katana com o wii remote como faz no jogo de Baseball do Wiisports, nem mesmo como no de Soul Calibur Legends. De inicio é estranho, parece uma regressão no modo de jogar já que estamos falando de controles com sensor de movimento, mas não é bem assim… Você aperta o botão A para desferir golpes e controla a direção de Travis com o analógico do nunchuck. Trava a mira no oponente com o Z, chuta com o B e quando finalmente seu combo e a energia do inimigo tiverem terminado, você movimenta o wii remote como se fosse cabo da Beam Katana (na direção indicada na tela) para cortar o inimigo em dois, pedacinhos, a cabeça ou qualquer outra coisa. Tudo com muito sangue jorrando ao estilo Kill Bill. (Somente na versão americana.)

Após arrombar a mansão do 10th, você deve matar dezenas e mais dezenas de inimigos que cumprem cegamente a ordem do chefe de não deixar ninguém passar, mas como eles não são nada além de cópias mal feitas dos 88 loucos, sempre morrem e abrem passagem para você chegar no mestre. O clímax das missões principais está nas lutas contra os assassinos de ranking, ou, vulgo “mestres”.

Antes de cada luta destas, há uma cutscene fantástica, bem humorada e nosense, a maioria dos vilões mostram seus poderes e especiais nessas cutscenes e você pensa “F#$%! Droga!” isso aumenta a tensão e expectativa a respeito da luta, mas como um verdadeiro nerd/otaku em seu mundo style e cool, você vai virar o jogo de qualquer forma! Vencer é a meta, nem que custe a sua vida ou você precise incorporar o espírito super sayajin que há em você.

Enfrentar seus oponentes para subir de nível é incrível, são cada um mais doido que o outro, Travis parece ser um cara normal ao lado deles. Talvez seja porque ele é um gamer, otaku, nerd e jovem, normal não é? Arhn… bem, voltando aos bizarros, seus alvos são caras muito peculiares! Como um cara que possui um raio anti-matéria bem na região do pênis, se veste de super herói, tem metralhadoras nos mamilos… Outro que é um apreciador de bons duelos estilo Western e compartilha o hobby de cantar, uma menina afro-samurai, um mágico de horrores, entre outros que prefiro não estragar a sua surpresa.

Os seus “companheiros” de ranking da UAA não vão dar mole para você, por isso, antes de enfrentá-los é bom que treine no Thunder Ryu, um coroa metido a samurai, proprietário de uma academia bem equipada. Contudo, você deverá visitar sua amiga Naomi para fazer upgrades na Beam Katana. Tudo custando dinheiro, nada aqui é de graça.

Cada vez que você derrota um “colega” de ranking, você habilita novas lojas, áreas e coisas da excêntrica cidade de Santa Destroy. Para enfrentar um novo concorrente da UAA, você precisa pagar uma quantia do seu registro no ranking. Você conseguirá dinheiro com as part- time job, que são missões nas quais Travis irá fazer “bicos” como: Catar lixo na rua, cortar a grama, trabalhar de frentista, coletar cocos para o vendedor na praia, apagar pixações dos muros e muito mais.

Não se assuste, Travis não é tão imbecil assim quanto você está pensando, ele também ganhará dinheiro com missões de assassinato. Estas darão mais grana para você, e também são as mais legais de serem feitas, o único porém é que nas missões principais de ranking da UAA, você mata, mata e mata mais uma vez… Então, as part-time jobs são uma forma de descontrair e ganhar um dinheiro mais limpo, afinal, Travis tem um bom coração. Duvida? Ele tem até um gatinho no seu quartinho do Motel.

Travis mora no Motel “No More Heroes” que dá nome ao jogo, então percebe-se que o jogo é uma espécie de biografia de Travis e sua vida enquanto no “No More Heroes”. Por isso, muitas das coisas que você irá ver, sentir e jogar no jogo são surreais. Os gráficos parecem de uma HQ (há momentos em que personagens sem interesse ficam em preto, cenário riscado e só os protagonistas que interessam coloridos e vivos) e há referencias a todo instante sobre demais coisas da cultura nerd. A cidade se parece com San Andreas de GTA, mas tecnicamente falando, a programação dela é diferente, mais limitada e mais vazia. Ela não é GTA, e não estamos em GTA. Devemos lembrar que aqui é No More Heroes, a cidade é um borrão na sua memória e localização fixa dos seus inimigos e sua “casa”.

Killer 7 possuía um estilo peculiar pois se passava na cabeça doentia de um assassino com 8 personalidades diferentes. NMH é a vida aos olhos e mente de um otaku ou nerd, por isso ele é esquisito, tosco para uns e maravilhoso para outros.

Certamente você que é um gamer inveterado sabe o que é comparar determinadas situações do seu dia-a-dia com um game ou filme, achar que certo personagem do anime é parecido com você, ou até mesmo amar algum personagem da ficção como se ele existisse (Travis faz isso). Então respeite o conceito dos games de Suda 51 e curta a estadia em Santa Destroy como se fosse um amigo de Travis, se conseguir, não irá se decepcionar.

Estilo é tudo!

NMH tem estilo, isso é fato. As músicas são bacanas e grudam na mente. O character design é “cool”, e as armas, lutas são inspiradas no universo em que Travis devaneia nos pensamentos dele. Um exemplo e sua moto que usará para ir em todos os locais, ela lembra a do Júpiter (Takeda), do seriado japonês “Cybercops” .

Não se assuste de achar em NMH alguma imagem que te remeta ao universo do grafite artístico, tem bastante por toda parte. As roupas usadas pro Travis são com estilo puxado pro punk indo um pouco pro clubber. Isso deixa o personagem único em meio a outros games de ação que podemos pegar por aí ou medievais.

As coisas em NMH ficam cômicas para descontrair a violência aplicada, se tiver bom humor você vai rir até com a tela de save. Nela, Travis está atendendo um chamado da natureza, fazendo um número 2 e gemendo de alívio.

Suda 51 fez questão de por no jogo uma música de uma Banda chamada “Genki Rockets” que toca por toda parte que você entra, é como se estivesse estourada nas paradas de sucesso. E se você curtiu o estilo do game, a história e o personagem principal, vai curtir a musica também. Para ouvir: http://www.mp3tube.net/musics/Genki-Rockets-Heavenly-Star/108589/

A loucura e o “Fo#%-se” nas coisas deixa o game relaxante e viciante, quando você pensa que viu de tudo nele, se surpreende ainda mais. Isso conta para que assista todas as cutscenes, compre os vídeos, mate todo mundo e termine o jogo. (E digo que vale mesmo a pena!)

Ajude Travis a chegar ao topo, ele é um cara legal que só quer se dar bem, mas infelizmente Santa Destroy não lhe deu muitas opções. Quem sabe sendo o Nº 1, Sylvia dará mole pra ele.

Aguarde muitas surpresas, piadas, sangue nesse jogo. Ele possui uma proposta particular como já citado e não deve ser comparado a outros games famosos por aí, pois NMH é NMH, os outros são os outros. Tudo que possa parecer tosco aqui é proposital ou não relevante à mensagem que o game passa. Jogue como se lesse um mangá ou HQ nova e se divirta.

Se achou tudo citado acima interessante ou legal, pode jogar No More Heroes avontade, o game foi feito para você.

 

 

Considerações Finais

Gráficos: São estilosos, são particulares, são bem feitos no geral. Porém, pecam em alguns momentos como a queda de frame rates em certos momentos, falha no encaixe de alguns polígonos dos cenários e cenários que poderiam ser melhor. Apesar de terem efeitos bacanas.

Som: Muito bom, quase chega à perfeição se não fossem tão poucas as musicas. Mas, os efeitos de corte, Beam Katana ligando, dublagem e etc não deixam nem um pouco a desejar. São verossímeis. Musicas da trilha sonora são bem trabalhadas, e a inclusão da banda Genki Rockets contribui para isso.

Jogabilidade: O jogo possui uma jogabilidade adaptada para o Wii Remote e uso de seus recursos muito bons, criativos e que não cansa. Pode parecer repetitiva, travada e estranha. Basta jogar duas horas que você estará aplicando os mais diversos movimentos do jogo com naturalidade e querendo ir para o próximo chefe de fase.

Diversão: Se você não se divertir com esse jogo é porque é um chato! O jogo é engraçado, fazer os part-time jobs é divertido, matar e ver sangue jorrar das mais bizarras formas também. Dá para assistir alguns vídeos especiais comprados no Beef Head, pondo-os na sua TV lá no Motel fora que as insinuações, diálogos e xingamento de Sylvia para com Travis são impagáveis. A luta com os chefes são inesquecíveis e únicas, existem surpresas divertidas entre elas. Jogar te faz feliz nesse jogo. Cada segundo e missão nova te animam.

Replay: Talvez esse seja o quesito que não traga tanta felicidade para quem se aventurar com Travis. A cidade é pequena e mal feita só para ter motivo de você viajar nos locais até chegar nos benditos assassinos rivais, as missões secundárias só servem pra juntar grana e viver, a única coisa que vale jogar NMH novamente após tê-lo terminado, são as lutas com os chefes e a dificuldade maior. Enquanto não terminar o jogo, você sempre vai querer jogá-lo assim que ligar o Wii, para assim poder rir de Travis, com ele e suas desventuras. Comprar roupas, óculos e acessórios pra ele ficar cada vez mais “cool” e desfrutar das musiquinhas, mini-games e extras do jogo. Depois que terminá-lo, o game ficará no seu coração por um bom tempo.

 

Dezembro 30, 2007

FELIZ 2008 PARA TODOS!!!

Arquivado em: Spirit of Angel — anjodark @ 9:52 pm

Certa vez quando Xiaryu acordou, viu que se sentia chateado e insatisfeito… Não sabia bem o por que, mas o dragão forte e imponente que conseguia tudo pela astúcia e força começou a olhar ao redor…

 

… Então ele observou as pessoas do vilarejo que costumava explorar, elas estavam ocupadas com suas ilusões que achavam serem verdades do universo. Xiaryu olhou para si mesmo e percebeu que também vivia uma ilusão, de que ignorara e menosprezara aqueles que viviam por ele e lhe davam o prazer que tanto gostava, mas na verdade eram importantes…

 

 

Mesmo assim, Xiaryu continuava insatisfeito… Queria algo que lhe fizesse o coração pulsar novamente de felicidade e satisfação. Mas nada adiantara bem, então resolveu abrir seu antigo livro de magias. Empoeirado e esquecido por ser complicado, a herança dada pelo antigo Xandu a ele parecia interessante agora.

 

Então Xiaryu achou um feitiço simples que continha no livro e ele por desinteresse, nunca havia notado. De se tornar um belo e atraente jovem humano, com todas suas habilidades de imponente dragão que era. E o fez… Desenhou os círculos mágicos necessários, sacrificou os animais e oferendas necessárias, então sentiu um golpe fulminante no peito que o fez deixar de enxergar e respirar… Entrou em desespero, mas tudo escureceu…

 

Quando recuperou sua consciência, estava nu, de barriga pra cima e pequeno… Miúdo demais para ser o que era, dera certo afinal! Foi até o lago e viu sua imagem refletida, tinha cabelos longos e lisos, olhos verdes grandes e sérios, músculos fortes, mas algumas falhas na pele, mostrando finas escamas verde. Tratou de invadir a alfaiataria do vilarejo e ordenou ao velho quase cego que lhe fizesse a melhor roupa.

 

O velho fez, ganhou um bom pagamento por isso. Xiaryu saiu belo, vestido como um príncipe a procura de diversão… Até que então…

 

Ele percebeu que uma pessoa não o admirava, não caíra naquela perversa brincadeira de se fazer humano. A mulher mais linda que ele já tivera visto na vida, e aparentemente que ele nunca tinha visto antes também. Não olhava pra ele, não acompanhara os risos animados das outras moças e nem o encarava. Xiaryu ficou enfurecido, voltou à sua caverna e pensou como poderia conquistar a atenção daquela jovem.

 

Xiaryu pensou, pensou… Relembrou-se de todas as coisas que aprendera com o velho Xandu, de quando viam os humanos cortejando seus pares em busca de um “amor”. Amor? Xiaryu não sabia o que era isso, dragões não precisam de amor! Dragões precisam de força e magia, apenas isso! Ah é claro… Servos amedrontados…

 

Xiaryu decidiu então brincar com ela e conquistá-la à força. No dia seguinte ele desceu novamente ao vilarejo, as pessoas o tratavam como um grande nobre, pelas vestes e forma como aparecia. Sempre cheio de pompa, sempre cheio de autoridade e força… Xiaryu voltou àquela praça cheia de cerejeiras e as flores da árvore caíram por toda parte com um forte vento… A moça estava lá de olhos fechados, sentindo o vento em seus cabelos e as pétalas caírem no seu colo.

 

Ele nunca vira alguém tão tranqüila assim, em poucos minutos mais moças ficavam as costas dele o admirando, então ele parou de hesitar e deu quatro passos a frente. A garota que nunca o encarava ou dava confiança, olhou para ele com ar tranqüilo e sorriso suave.

 

- O que você quer? – a voz dela era suave e envolvente como o vento dali.

- Não é óbvio, tola? VOCÊ! – Xiaryu fez um cara nervosa e intensa cerrando os olhos.

- Desculpe, mas não sou sua – ela riu e voltou a fechar os olhos.

 

- COMO OUSA? Não sabe quem sou!?

- Não, mas parece ser arrogante e burro. – a voz macia, suave e envolvente por mais doce e saborosa que fosse, deixava Xiaryu irado com esses insultos.

- Eu sou aquele que te deseja! Que quer algo diferente, aquele que mora na montanha! QUE EXIGE SUA ATENÇÃO, POIS VOCÊ TEM QUE ME FAZER FELIZ!!! XIARYU! O INDOMÁVEL DRAGÃO! ESTE SOU EU! – as pessoas que antes observavam a cena, saíram correndo, outras se abrigaram atrás de pedras para querer espiar o que aconteceria.

- Um dragão é? Não vejo nada além de um homem bobo, querendo prazer com uma dama e berrando coisas grotescas. – Ela o encarou séria nos olhos, o coração de Xiaryu palpitou e seu estomago revirou.

 

- Veja! Eu sou um Dragão! Transformei-me em humano para procurar o que pudesse me dar felicidade e satisfação novamente! – Ele rasgou suas vestes, mostrando seu belo corpo musculoso e bem definido, porém, cheio de falhas como tatuagens em alto relevo, mas eram escamas verde-brilhantes.

- E o que encontrou? Ilusão. Sua própria cabeça querendo algo bom dos outros, de alguém que estava simplesmente o ignorando… Enganou-se querendo ser o que não era, esperou demais de alguém e não soube fazer si próprio algo que todos pudessem retribuir. GRANDE FEITO!

- Quem é você? Não sabe de nada!

- Sou Xandu, desci dos céus para lhe explicar isto Xiaryu… O verdadeiro prazer e felicidade das coisas estão em saber conservá-las, dividi-las e receber retribuição pelo seu empenho, mesmo que seja de uma única pessoa. Daí não será ilusão.

- Mas aqueles que opõem a mim? – Xiaryu estava furioso.

- Estes só te aborrecem pois você não sabe entendê-los, são para seu bem, para mostrar o que você faz de errado ou que precisa ter paciência. Sem “mas” você foi ridicularizado, esta vila não precisa de você!

 

Xandu se transformou novamente em o divino dragão que era, rodeou a vila em um vôo lindo e iluminado, abriu a boca e deu um rugido antes de subir aos céus e desaparecer… Xiaryu envergonhado foi embora da vila sendo xingado e humilhado, o feitiço se desfez e procurou outro lugar para ficar e recomeçar.

 

 

 

 

 

Edmilson Ferreira Costa, 29 de dezembro de 2007.

 

Setembro 4, 2007

Sargento Smith

Arquivado em: Spirit of Angel — anjodark @ 9:55 pm

Eu tinha 19 anos quando me alistei. Lembro–me bem daquele dia, meu pai era velho e estava de cama, minha mãe já havia falecido há muito tempo, eu nem cheguei a virar adolescente quando isso ocorreu. Eu estava indignado por estar sempre sendo caçoado por alguns colegas de infância que agora trabalhavam em suas cooperativas e empresas de suas famílias e eu nunca tirava notas boas em nada no colégio. Me alistei no Exército dos Estados Unidos da América.

Passei um rigoroso tempo de treinamento acordando às cinco da manhã todos os dias, pulando poços de lama que muitas vezes cai dentro, e para minha surpresa, continham restos de animais mortos e sabe Deus mais o que. Tive diversas instruções de como matar o inimigo em milhares de equipamentos do exército, inclusive uns secretos de poder devastador que meus superiores hierárquicos insistiam em dizer que só seriam usados em necessidade extrema.

Três anos e meio se passaram desde que eu entrei e saí de lá, eu tinha a marca “US Army” em minhas roupas e meu físico duplicara de tamanho e resistência. Fumava cigarros caros e só bebia cervejas de primeira linha, eu estava na reserva e agora era sargento, com nome de guerra “Smith”. Meus 22 anos foram felizes, eu posso dizer! Eu trabalhava em uma firma terceirizada de segurança para um banco de fama internacional no centro de Nova York, logo depois virei superintendente da empresa e comprei algumas ações do banco. Meus lucros financeiros estavam médios, mas para mim eram suficientes, minhas ações estavam crescendo e pretendia mais tarde montar uma lojinha de suvenires para os turistas que vinham de todas as partes ver uma cidade tão grande e importante como Nova York.

Fui atacado pela paixão quando estava observando a banca de jornal de fronte ao “Café” que eu costumava usar internet para participar de fóruns de discussão virtuais. A manhã cinzenta de Nova York nunca foi tão bonita pra mim, ela iluminava o rosto da minha futura esposa, mesmo sem ela saber disso. Eu estava determinado a fazer qualquer coisa para estar junto dela. Nunca fui bom em cortejar uma dama, também minhas experiências amorosas ou sexuais tinham sido com meninas aventureiras de festas que os rapazes de minha guarnição davam de vez enquanto. Eu não sabia o que dizer, ela era linda, sem dúvida, e eu já havia falado com ela uma vez no banco, possivelmente ela não se lembraria de mim com um terno preto e walk talk no ouvido. Minha cidadezinha do interior do Texas me deu saudade agora… Queria poder estar lá e fazer as coisas simples do jeito que eram quando criança, se um rapaz gostava de uma moça a gente simplesmente convidava um pra ir ao baile da escola e lá se beijássemos íamos para o cinema em outros encontros, e depois anunciávamos para os pais que estávamos namorando e pedíamos permissão para continuar, é claro.

Nada fiz… O dia se passou e no outro que seguiu ela apareceu mais uma vez, agora passei a observar as revistas que ela comprava e para minha surpresa eram de culinária e alguns tablóides mesquinhos. Comprei o que ela costumava comprar e cheguei junto dela quando ela veio no quinto dia de espionagem que eu estava levando. Comecei a comentar de modo indignado uma noticia sobre laboratórios secretos no interior do Texas, era no meu estado afinal de contas! Então ela veio me perguntar algo:

– Você é do Banco não é? – ela tinha algo diferente na voz, parecia um misto de dúvida com descontração. Poderia ser alucinação minha. Afinal aquele sorriso branco era tão lindo… Meu coração disparou.

– S–sim! Sou da segurança e já nos falamos daquela vez que eu estava saindo para o almoço e você deixou cair suas bolsas, então eu ajudei… – eu nem me toquei que ela era meio atrapalhada mesmo.

– Isso mesmo. Hãn, eu acho que você não deveria ler estas coisas sabe! – agora que ela disse isso eu fiquei injuriado, mas que diabos ela tá fazendo? Ela que lê essas coisas!

– Na verdade eu não gosto disso… – taquei o tablóide no lixo e comecei a andar devagar a acompanhando.

– Eu também não gosto… – ela segurava ainda o dela e ria como uma criança feliz. – Mas é que mamãe adora e ela está de recuperação de uma cirurgia que fez, faz oito dias que ela saiu da enfermaria e foi para os quartos. Amanhã já sai de alta, mas ela lê essas coisas… Então eu levo pra ela.

– Ah sim, entendo… – me sentia um lixo agora. – Estimo que ela fique bem! Eu perdi minha mãe e quando era criança e meu pai a pouco tempo. Você deve gostar muito dela, não?

– Sim… – estávamos de frente para o Hospital e quase era hora de eu ir para o trabalho. –… Vivemos sozinhas por muito tempo e nunca vi o desgraçado do meu pai então ela e outros parentes são o que tenho.

– Eu compreendo… Me perdoe mas agora eu vou ter que trabalhar, preciso ir. Obrigado pela conversa!

– Eu que agradeço, não conheço ninguém nessa cidade de loucos, só vim para cá fazer companhia a minha mãe na operação e logo depois voltaremos para onde vimos.

– Qualquer coisa sabe onde me achar. Podemos jantar juntos hoje se quiser…

– Eu Quero. – ela sorria de um jeito que eu fiquei envergonhado.

Incrivelmente eu tinha um encontro. E estava feliz com isso. Muito mesmo!

Ela veio me encontrar no fim do expediente do Banco e ela nem sabia meu nome, e eu não sabia o dela. Fomos nos identificar na frente do restaurante e eu soube que o nome “Lucy” para mim agora teria outro significado além do seriado de TV. Comemos pouco e eu descobri que ela tinha mesmos gostos musicais e também sobre comida que eu, nosso papo fluía bem e quando percebemos estávamos nos beijando à frente do hotel onde ela estava. Na outro dia ela ia embora com a mãe, como eu ia ficar sem ela? Não dava mais… Não suportava essa idéia, mesmo que ela estivesse brincando com meus sentimentos eu estava amando aquela mulher. Ela me disse que me ligaria no outro dia de manhã, e eu esperei. Ela ligou! Veio me dizer que a mãe por estar de alta agora queria ver o Central Park e outras coisas na cidade, e então ficaria mais dois dias. Sim, agora eu ia pedir para esclarecermos nosso relacionamento e deixarmos tudo a sério, quem sabe até voltar para a minha cidade natal, afinal tenho uma graninha guardada. Nossa! Eu estava louco! Foi tudo com impulso! Deixei meu emprego, namorei a sério com aquela mulher, voltei a minha cidade, ela morava em outro estado próximo e a visitava sempre nos fins de semana, e depois noivamos e findamos casados morando na minha cidade.

Eu estava muito bem naquela manhã de sábado tomando meu suco de laranja que Lucy “preparava” sempre direto da caixinha industrializada. Ela no meu colo me mostrando umas fotos dos familiares dela quando a campainha tocou, era um homem de farda verde de gala cheia de medalhas, e ao olhar seu ombro vi sua graduação, era um tenente–coronel e logo bati continência. Eu estava irritado, antes dele e toda sua comitiva que incluíam tenentes e soldados. Ele em especial me dava angustia, tinha me esquecido do meu dever de reservista e agora tinha que me mandar para o Iraque em um plano louco que não foi anunciado pelo presidente ainda. Estaria sendo anunciado assim que nós estivéssemos na metade do caminho.

Aquilo me chateava, era meu dever, eles se foram, mas eu tinha que me apresentar depois de qualquer jeito. Lucy estava chorando feito louca e eu não sabia o que fazer, a abracei, disse que a amava, tinha se passado seis anos desde nosso primeiro encontro. Eu já estava com quase 30 anos. Com trinta eu já podia recusar os chamados do exército, mas agora eu tinha que ir, e ela insistia em pedir pra que eu não fosse já que rapazes morriam todos os dias no Afeganistão com o problema que ocorreu com o World Trade Center e nosso presidente tinha enviado tropas para brincar de pique–esconde lá. Setembro se tornou um mês maldito e bandas de jovens roqueiros como o “Green Day” hoje tocam canções melancólicas como: “Wake me up when september ends” e eu me emociono.

Eu não queria ir, mas fui. Minha ida foi dolorosa, mais uma vez eu vi aqueles rostos novos de soldados que deveriam estar com suas namoradas – e eu com minha esposa – agora com fuzis em mãos indo para um lugar qualquer onde todos tinham suas vidas já formadas e tranqüilas na busca de um ditador autoritário que segundo a ordem nacional ele deveria ser morto e seu império destruído. A guerra foi declarada, bombardeios e fogo–amigo contra minha tropa foram executados, eu feri minha mão esquerda, estava indo de volta a base por meio de morfina, já tinha se passado um ano naquele inferno de areia quente com gente berrando pra todos os lados e mulheres com seus filhos no colo falando um idioma que eu não entendia, mas pela suas almas eu sabia que pediam ajuda e amaldiçoavam–nos.

Em campo de batalha, cheguei a matar muitos arruaceiros e guerrilheiros revolucionários que apoiavam Saddam. Minhas balas tinham caminho certo, nos corpos daqueles homens e na alma da família desestruturada deles, nas viúvas que eu fazia sem dó e nem piedade querendo que a minha doce Lucy não fosse uma viúva também. Em um dos meus comandos de ataque, chegamos a destruir uma base militar vazia, mas os rapazes que deveriam estar jogando vídeo–game ou comendo pizza com os colegas, estavam animados em atirar em tudo e mataram algumas mulheres que corriam e umas crianças medrosas. Estava tudo fora de controle, os gastos estavam muito altos, eu sabia que aquela guerra não traria nada, mas nosso presidente chegou até a nos visitar no dia de ações de graça trazendo um peru enorme. Eu queria que ele enfiasse aquele Peru no rabo dele.

 

Em guerras, nós podemos enviar cartas para os familiares, mas elas são abertas e censuradas, de que adiantaria eu escrever à minha querida Lucy contando os horrores da guerra se eles editariam minha carta falando que estava tudo bem? Até os e–mails eram interceptados, mais alguns de meus rapazes fizeram blogs e flogs na internet mostrando as porcarias que a nossa nação maravilhosa estava fazendo com uma das áreas que eram o berço da civilização, a antiga Babilônia e com certas suspeitas de lugares que pertenciam ao jardim do Éden! Bastardos generais e governantes!

Acendi meu último cigarro. Olhei o céu amarelo a minha volta. Amanhã eu estava de volta, consegui sobreviver a este inferno. Acabou minha época e agora vinha outro sargento me substituir. Eu estava aliviado, e dessa vez eu odiava o exército, eles tinham me acolhido e ganhei uma boa vida em Nova York, mas depois que voltei para o Texas com minha mulher me tiraram tudo, cobrando pelos recursos que me davam. Nada me importava mais, eu agora iria ver a Lucy, ia beijá–la, fazer amor com ela e dormir abraçado com minha amada.

Voltei à minha cidade, uma coisa estranha ocorreu por ali. Havia novos prédios, mas poucas casas, as ruas sempre vazias e o meu Jeep do exército que eu peguei com um amigo do depósito para devolver nunca, estava dando terror a meus antigos conterrâneos. Parei em frente de casa e me deparei com uma placa de “Vende–se”. Mas que diabos aconteceu aqui? Eu cheguei a berrar isso e não havia nem vizinhos para me responder. Fui para o bar que costumava ir, até que enfim uma pessoa conhecida! Mas ela não me reconheceu, era a garçonete Silvia, ela estudou comigo no colégio e era namorada de um outro conhecido. Mas eu queria saber onde estava minha mulher, apenas isso. As cartas censuradas que enviei para dizer que estava vivo estavam todas na caixa do correio.

– Silvia… Tudo bem? – ela achou estranho, me olhou umas duas vezes e depois abriu um sorriso.

– Joseph! Você voltou! – ela colocara logo uma dose do wisky na minha frente e se debruçara de frente pra mim.– Você está inteiro? Foi ferido? Não tínhamos noticias suas… – ela parecia preocupada de verdade.

– A mim não importa o que aconteça, eu quero saber da Lucy, onde ela está? – eu estava nervoso e tomei o wisky todo de uma vez, ele nunca desceu tão quente na minha vida.

– Eu acho que… Você realmente não sabe… – ela deixou de me olhar nos olhos e baixou a cabeça ficando com tom de voz triste.

– … – apenas esperei.

– Lucy morreu com o vírus há oito meses. Ocorreu uma explosão estranha em um laboratório que só soubemos que existia depois do acidente aqui perto. Ele tinha certas configurações de etnia, e de alguma forma, metade da cidade morreu com sintomas parecidos com o do HIV, tirando todas as imunidades das pessoas que eram mestiças com certas etnias. Eu não sei bem lhe explicar, o governo quis abafar o caso porque aparentemente o laboratório era pra armas químicas… – Silvia chorava em silencio.

– Eu… Não… ACREDITO!!! – bati no balcão furioso e chutei a porta do bar, corri feito um louco para o lago e lá comecei a chorar como não chorava a décadas. Não queria ver ninguém na minha frente, nada, ninguém!

Então voltei para casa inconsolável, a mobília estava coberta com panos brancos, minhas coisas certamente haviam sido saqueadas, não tinha mais nada pessoal. Liguei para a corretora que vendia minha casa e eles confirmaram a história, me devolveram a casa com escritura e tudo mais para mim, o dono. Mas eu não podia crer naquilo. Fui até o cemitério e vi vários túmulos de dezenas de pessoas que morreram recentemente. E lá ao fundo eu vi o da minha querida Lucy, tinha muitas flores, ela era adorada pelas crianças que ela dava aula dominical na igreja. E então ajoelhado lá na frente eu chorei mais uma vez vendo uma foto que alguém levara dela com aquele sorriso que me fez ficar alucinado quando ela aceitou meu convite de jantar.

Escrevi essa minha carta de despedida mostrando a minha indignação com a minha nação e meu exército de hipócritas que cismam em invadir paises alheios com desculpas de armas químicas e matam as esposas de soldados valorosos com as mesmas. Nada vai trazer minha Lucy. Nada. Era tudo que eu tinha. E é tudo que eu tenho! Estou agora escrevendo isso e publicando em um e–mail qualquer… Vou me suicidar em vinte minutos. Eu já fiz minhas orações e agora estou carregando a minha escopeta calibre 12. Darei um tiro debaixo do queixo para cima da cabeça, e logo–logo estarei no inferno pagando pelas almas daqueles que matei, e minha tristeza e dor e a perca de Lucy são parte disso. Adeus a todos e nunca deixem de dar valor a coisas simples da vida e amar o máximo que puderem aqueles que são importantes, obrigado aos meus amigos, sigam seus sonhos e sejam felizes, pois eu já fui feliz um dia e agora não sou mais. Fiz de tudo pela pátria e ela tirou tudo de mim, não acredito mais neles, pois eles tiram a felicidade daquela gente do deserto assim como tiraram a minha. Não há vencedores, esta é uma guerra de pirro. Adeus.

Edmilson Ferreira Costa, 22 de outubro de 2005

E o USA até hoje não retirou suas tropas do Iraque, esta história é fictícia criada por mim, mas coisas semelhantes ou até piores ocorrem todos os dias quando uma família perde um ente querido em meio a um conflito imbecil de ninguém sabe bem a origem.

Quanto tempo mais?

Agosto 18, 2007

tropa de elite

Arquivado em: Uncategorized — anjodark @ 4:04 pm

Duas palavras e uma conjunção: Tropa de Elite.

 

 

 

Na quarta-feira eu fugi da polícia por causa deste filme. Após horas de download em meu singelo e velho computador, finalmente consegui assistir o filme nacional mais assistido da temporada! Antes mesmo dele estrear nos cinemas do Brasil, o que só vai ocorrer em setembro.

 

Na quarta-feira dia 15, fui a um lugar aqui do Rio de Janeiro chamado “camelódromo” da Uruguaiana em busca de algum técnico underground que desbloqueasse meu celular novo, porque ganhei ele de presente e a operadora nativa dele não era a minha antiga, logo não pude usar meu conhecido número. Em busca de resolver meu problema, fui a diversas barracas e gastei muito tempo até achar alguém que cobrasse um preço justo. Em meio às voltas que dei, encontrei dezenas senão milhares de cópias do filme “Tropa de Elite” à venda. Vendia como água num dia de verão.

 

Depois de finalmente encontrar uma barraca que me ajudasse, o cara demorou meia hora pra volta com meu celular funcionando com todos os chips GSM que eu quiser. Aproveitando que estava ali, fui ver umas barracas de games não é mesmo? Quando eu estava parado em uma de jogos de Playstation 2, começou o aviso que a polícia tava chegando. O código que os camelôs usam é “fechou! Fechou!” e o engraçado é a forma que as coisas procedem, eles pegam todos os CDs piratas, DVDs e contrabando das barracas, metem numa caixa ou sei lá onde… Pegam produtos originais e metem nas prateleiras, outros que não tem nada simplesmente arriam as portas ou somem como ratos.

 

Eu estava no meio daqueles que comprou um humilde joguinho e se mandou em meio a confusão. Me lembrou a época do Capone essas “transformações” das barrascas… Logo eu compreendi e vi na TV que a operação era para apreender as cópias do filme Tropa de Elite, que não me perguntem como, vazou na internet e agora quase todo carioca assistiu.

 

Celular funcionando, Playstation 2 com Devil May Cry 3 rodando… Agora é vamos ao filme! Assisti ele na sexta-feira, e a nota que eu dou para o “Tropa de Elite”? Nota 10, sem dúvida.

O filme tem como protagonista o Capitão Nascimento, que chefia a equipe Alfa do BOPE, a equipe principal e que lidera as outras de apoio. O BOPE ara que não é do Rio, é o Batalhão de Operações Policiais Especiais, já para quem é do Rio, eles são os donos do Caveirão! Os Faca na Caveira!

 

 

 

Funeral de um oficial do BOPEA Policia Militar, vulga PM, é uma corporação que na sua maioria é composta por policiais convencionais. E o BOPE é a Tropa de Elite, que aparece quando a polícia convencional não agüenta o tranco. E isso acontece direto aqui no Rio, porque infelizmente os salários deles estão defasados, logo se corrompem por mais dinheiro, seu armamento está defasado contra o dos traficantes que é de guerra literalmente. Como o Capitão Nascimento diz no filme, se não fosse o BOPE o Rio de Janeiro já teria sido dominado pelo tráfico há muito tempo. O BOPE quando chega, é pra matar e destruir, simplesmente pra acabar com a palhaçada. O BOPE usa farda preta, o BOPE tem um brasão de uma Faca na Caveira e seus membros são chamados de “Caveira” dá pra entender o que acontece quando eles sobem o morro, não é?

Julgamento

A história do filme ocorre em 1997, e gira em torno do desejo do Capitão Nascimento de arrumar um substituto para seu cargo. Sua mulher espera um filho, e o que Nascimento deseja é paz pra poder ficar com sua família. Mas a equipe Alfa, muito menos quem quer que seja do BOPE não pode ser qualquer um. Então além de Nascimento o filme mostra dois aspirantes a oficiais honestos, Matias e Neto. Um deles substituirá Nascimento, mas pra isso… Vão percorrer um longo caminho de problemas internos da polícia como a corrupção e mortes.

 

Oficina da PMA edição do filme é muito bem feita, cenários e atores bem fiéis que até me esqueci que era filme, eu sempre tive contato com essa vida e curti bastante. Altamente recomendado para todo carioca que se preze, e todo BRASILEIRO que deve ter noção de como funciona nossa Polícia. Não é por nada que estão recolhendo os filmes…

 

 

Fiz a comunidade no orkut com Download do filme, para quem quiser: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=37846236

 

CAVEIRAAAA!!!

Agosto 14, 2007

Renascendo como uma fênix…

Arquivado em: Uncategorized — anjodark @ 1:00 am

Eu queria muito postar aqui a entrevista que fizeram comigo na Anime Friends 2007, mas enquanto o texto não sai. Eu vou postar duas coisas “interessantes”. A primeira é um teste muito bacana que achei, que é “Qual Cavaleiro você é?” da série Cavaleiros do Zodíaco ou Saint Seiya. Hahahaha, aqui os meus resultados:

Bronze: http://www.silenceandmotion.org/cavaleiros/bronze/

Quem é você nos Cavaleiros do Zod�aco? Versão Cavaleiros de Bronze!

Ouro: http://www.silenceandmotion.org/cavaleiros/ouro/

Quem é você nos Cavaleiros do Zod�aco? Versão Cavaleiros de Ouro!

A oura coisa que eu queria por aqui, na verdade é uma série de posts com coisas do meu blog antigo. Como quero que esse seja fixo e final, irei transcrever algumas coisas (as melhores) e alternar com posts novos. Agora vou por um que creio que se encaixe mais com o momento…

(mais…)

Agosto 11, 2007

Sentença

Arquivado em: Uncategorized — anjodark @ 5:31 pm

Me lembro de quando comecei a escrever meu primeiro livro, de fato ele nunca deixou de ser o primeiro porque muitas coisas me impediram de prosseguir escrevendo e terminar o segundo, que seja… Em todo caso, uma das coisas que mais me remoem até hoje é a determinação de certas pessoas a acabarem com o trabalho de outras, sim, isso mesmo. O mercado literário no Brasil é muito complicado, sensível e cheio de luxos, só que desta vez eu estou determinado a burlar a lei.

 

Lei que foi instituída não pelo governo ou direito natural que antecede a fundação das cidades, e sim a lei idiota do destino imposto por sentença arbitrária dos “donos da verdade”. O destino é algo que eu gostaria de falar mais adiante, no momento estou dando ênfase à sentença.

 

 

Juízes são humanos, humanos são ambiciosos, e pelo seu maravilhoso gosto e sabor de terem poder nas mãos ou “fazerem o bem” com suas decisões altamente calculadas e pensadas, acabam nada mais nada menos que repassando o desejo popular. Eu passei a desejar tomar mais Fanta Laranja após a campanha publicitária em massa que fizeram para levantar o produto, o que impede que o pensamento condicionado dos seus chefes de trabalho, juizes, donos de editoras não seja robótico? Hah… É engraçado isso tudo, mas a única sentença que respeito é a natural. Como é isso?

Severino costumava vir comer sempre no restaurante com sorriso largo, sua alimentação era encarada como um ato prazeroso cujo qual as pessoas que lhe davam valor como cliente, eram altamente receptivas. Hoje já não é bem assim, seu câncer maligno sem freios, lhe gasta parte da fortuna adquirida com anos de trabalho e seus parentes agem como abutres por cima de um cadáver que só precisa dar seu ultimo suspiro. De certa forma, tudo que ele fez, planejou e hoje lamenta por não poder concluir algumas coisas simples que ainda deseja, estão sentenciadas a não serem cumpridas, e ele, à Morte. Neste caso não há nada a se fazer a não ser aproveitar o máximo que se tem enquanto pode.

 

Ainda tenho pernas e braços, um livro, determinação e sonhos. Não vou morrer, vou anular qualquer sentença besta de quem não tem poder de sansão e aplicação de uma falsa lei estipulada. Mercado Editorial, aqui vou eu, e cuidado… Estou armado e furioso.

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